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O post que nunca escrevi

1 nov

Quando se tem umblog, pode ser difícil encontrar a linha tênue entre a exposição e a privacidade.  Inevitavelmente, acabamos compartilhandomuito sobre nossa vida, nossos relacionamentos, nossa intimidade.  E claro, isto deixa tudo mais gostoso, pois agente sente como se conhecesse o escritor, como uma amiga que confidencia aspreocupações do casamento, os infortúnios com fornecedores, as brigas por conta da lista de convidados, a surpresaque noivo preparou, a expectativa com a lua de mel. São emoções compartilhadas,mutuamente vividas por quem a cada dia, entre um clique e outro, passa no seublog para te visitar. Aos poucos, nossa identidade se revela, e para leitoresmais assíduos, você realmente fica exposta.

Eu nunca escrevi umpost completo sobre o meu casamento. Não sei ao certo o porque, mas sei que nãofoi apenas pelo receio da exposição demasiada. Talvez pela falta de tempo, avida nova de casada onde tudo ainda precisava se encaixar. Mas hoje, inspiradapor um texto da Junia,eu resolvi contar como foi o meu casamento. Todas as lembranças daquele dia estãonítidas e hoje quero compartilhá-las. O texto não segue uma ordem cronológica dosacontecimentos, mas relata, aos poucos, como tudo aconteceu.
Primeiro, umaconfissão: eu não fui noiva. Não tivemos festa de noivado, anel na mão direitaou qualquer outra formalidade. Alianças mesmo compramos poucos meses antes docasamento com a Lígia da Relojoaria Nacional. 
Percebi que iria me casar depoisque ele me propôs comprar uma casa. Tínhamos acabado de reatar nosso namoro dequase oito anos, após meses separados, e eu fiquei surpresa, e com medo dasituação. Ao assinar toda a papelada da compra da casa foi quando sentiborboletas no estômago, o peso da responsabilidade sobre as minhas costas, osentimento real de algo muito grande estava para acontecer, e que não tinhamais volta.
Eu decidi me casarcontrariando a opinião de muitas pessoas. Você é nova, ele também, ele ainda estaestagiando, você no inicio de carreira, não seria melhor esperar mais algunsanos? Por que a pressa, você não esta grávida, esta?
Mas eu não estavatomando esta decisão com base na pura razão, ela foi tomada com o coração. Nãofui incentivada por um sentimento explosivo, paixão avassaladora de livros enovelas. Nosso amor  já era sólido,consistente, real. Já havia sofrido com a separação que confirmava que eu nãopodia mais viver longe dele, e acho que ele também se sentia assim. Com aprovação ou não, senti que era a hora certa.
No inicio, fizemos ascontas, e eu tinha certeza absoluta que eu teria que vender meu carro para pagar a festa do casamento. Queríamosuma casa, e também queríamos festa de casamento. Não dá para se ter tudo, mas eunão conseguia me imaginar sem um casamento na igreja, com a família e amigos, eainda sonhava com todos reunidos numa festa. E eu ainda queria uma coisa amais: me casar completamente sem dívidas. Tenho pavor a cartão de crédito, chequesou a qualquer modalidade de parcelamento, e me orgulho muito em dizer que istoeu consegui. Não tive tudo o que eu queria, mas esta meta, conseguimosalcançar.
Comecei ospreparativos logo depois de entregar meu trabalho na faculdade, decidi que não misturariaas coisas pois precisava de foco para me formar, encerrar este ciclo paraentão,  iniciar outro. E assim, comecei aorganização do meu casamento faltando 11 meses para a data pretendida, e foientão que descobri que este tempo era muito pouco para tantas tarefas e paramuitos gastos. Fui muito organizada, criei planilhas de controle, checklist e mapado salão para organização de tudo, e isto fez com o tempo todo eu tivesse totalcontrole dos gastos.
O primeiro item quefechei foi a banda. Conversei com um amigo e contei que iria me casar, e quegostaria muito que ele tocasse na minha festa, eu imaginava algo como voz eviolão apenas, mas o Leandro reservava muito mais para mim. Em seguida fechamos o Buffet. Eu quetinha acabado de ir em uma festa onde experimentei um Buffet bom e barato, nãotive duvidas e fechei um cardápio simples da Vida Buffet. Na época, fechei o contrato pagandoapenas  19,90 por pessoa, hoje, nem pizzavocê consegue comprar por este valor, e a minha decisão rápida foi incentivadapela mudança da tabela de preços (jogada de fornecedor ou não, me convenceu) epelo argumento dele de que se eu quisesse acrescentar algo ao longo dos meses,ele só cobraria a diferença.
Eu poderia terpesquisado muito mais, ido a inúmeras degustações, mas confesso que eu nãotinha tempo e muita paciência para isso. O tempoera curto e o dinheiro, contado aos centavos, e como estava segura com a decisão,principalmente por saber que o decorador seria o Aldo Silvestre, encerrei esteassunto e não fiquei procurando outras opções que pudessem me fazer querermudar de ideia.
No inicio do ano, compreiuma agenda para anotar todos os compromissos e planejamento do casamento.Guardo-a com carinho até hoje, e tenho todos os contatos anotados, que jáserviram como indicação para inúmeras pessoas.  Foi com o auxílio dela que consegui organizarminhas idéias, as tarefas do casamento, agendar dentista, check up total, exames pré-nupciais e qualqueroutro compromisso daquele ano. E na verdade, revendo as minhas anotações (estoucom ela agora enquanto escrevo este texto), percebi que em alguns dias, ela tambémfoi um diário, onde eu descrevia meus sentimentos, preocupações e expectativaenquanto estava sentada em alguma sala de espera.
Iniciado o ano, tambémliguei para a fotógrafa Rafaela Azevedo, cujo trabalho euacompanhava desde o comecinho e para minha tristeza, ela já tinha a sua agendapara o fim do ano lotada, e eu nem fazia ideia de que o mercado de casamentopudesse ser assim. E então fiz orçamento com alguns fotógrafos como Fernando Buzetti, Fernando Coutinho, e por indicação, preço e qualidade,eu fechei fotografia e vídeo como Studio 3. Fui muito bem atendida pelo Sidney e sua equipe, mas setem uma coisa que eu me arrependo até o ultimo fio de cabelo, foi de terfechado a gravação do vídeo junto com a fotografia. Quanto ao vídeo, não foi oque eu esperava, a gravação ficou cheia de ruídos, o som de má qualidade e comaquela produção antiga, onde a abertura do vídeo começa com “From this moment”.Eu quase tive um treco quando vi o resultado, e para piorar, a divisão de vídeoda Studio 3 se separou e tornou-se uma outra empresa, onde eu não conhecianinguém, onde eu não me sentia a vontade para argumentar, enfim, não era o queeu esperava. Como consequência, perdi totalmente a vontade de revisar e deeditar o vídeo, e até hoje ele não esta finalizado. Temos  as gravações originais, mas nada que tenhamosorgulho de mostrar.
Nesta altura, a casa,que ainda estava na planta, estava começando a ser erguida, mas já estávamosgastando com documentações da Caixa Econômica, parcelas da casa e materiais. Eusinceramente não faço ideia de onde tirarmos tanto dinheiro, pois comprar umacasa, móveis e ainda casar requeria muito mais do que as nossas pequenaseconomias podiam suportar. Acho que esta foi uma das partes mais estressantesda organização do casamento, porque mesmo sendo entregue praticamente pronta, acasa precisava de acabamentos, pintura, piso, madeiras, e isto consome umdinheiro absurdo. Além disto, tinha medo da casa não ficar pronta antes docasamento, e eu ainda pretendia fazer o dia da noiva dentro da nova casa, com apretensão de ter o nosso lar como cenário do meu dia de noiva. Mas cada mês quese passava eu ficava mais nervosa ao perceber que isto não seria possível,apesar do noivo (vamos chama-lo assim) prometer que sim. A casa (e a lista deconvidados) foram os preparativos que mais me fizeram chorar.
Bem, eu já tinhamúsicos, buffet e fotografia, precisava de um lugar. Comecei a pesquisar ascasas de eventos da região assim como as igrejas. Os dois lugares precisariamser próximos para facilitar a vida dos convidados, visitei inúmeros lugares atéque me encantei com uma igrejinha na comunidade onde meu noivo morava. A igrejaSão José era pequena, simples, porém bonita, o lugar perfeito para mim, quetinha pavor de me casar em uma igreja enorme. A decoração foi simples, comrosas e gérberas brancas e cor de rosa, e com eras enfeitando entre um banco eoutro. Contratei uma florista da cidade, de bairro mesmo sabe, e isto megarantiu preço de custo praticamente. Ela também fez o meu buquê e o dasdamas, que ficaram lindos.
Aliás, eu mesma fuiatrás para criar os vestidos das damas, que eram apenas duas, minha irmã maisnova e sua amiga. Ela não gostou muito da ideia quando fiz o convite, masquando mostrei o que eu estava pensando, ela se animou e resolveu participar.As duas entrariam antes de mim como floristas, cada uma com um buquê pequeno evestido iguais verde-claro. Conseguimos fazer um vestido de cetim lindo, que elasadoraram. E eu fiquei super feliz em vê-las no altar.
Os músicos, eu fecheium mês antes do casamento, quando percebi que tinha me esquecido deste item.Por indicação, fui em um bairro de Campinas que eu nunca estivera antes,encontrar a Adriana, para uma audição. Ela tocou diversas musicas e confessoque quando ela estava na quarta, eu já não me lembrava da primeira. Mas ela foimuito atenciosa, percebeu que eu não conhecia nada, e me passou o nome de todasas musicas para eu pesquisar na internet e escolher as preferidas e informá-lasobre a sequência que eu desejava. Pela atenção e disponibilidade dela, fecheiali mesmo, na hora. E ela ainda me surpreendeu atendendo o único pedido donoivo, que queria entrar na igreja ao som de Metallica (eu nem sabia se erapossível) e no dia ela me disse que não tinha a música em seu repertório. Poisna semana do casamento, ela me liga para dizer que conseguiu produzir umaversão e então, ela seria tocada na entrada do noivo, como ele queria. Eu deviater contado a ele, pois depois ele me disse que a adrenalina era tanta que elenem percebeu que musica estava tocando, só foi notar que era algo parecido nofinal, quando ele já tinha chegado ao altar. (Se fizer algo especial, contem meninas, na hora a emoção é tanta que ninguém percebe se você não comentar).
Escolhida a igrejapercebi que a melhor alternativa seria solicitar a empresa que eu trabalhava, alicença para utilizar um dos seus salões (na verdade quiosque) para a festa docasamento.  No inicio, isto não era umaopção, pois eu não queria misturar as coisas, mas depois que vi os preços dealuguel de um salão (valor mínimo de 5 mil a locação), esta era a nossa melhoropção, já que para funcionários, o empréstimo era de graça. E por conta dadisponibilidade do espaço, nosso casamento que seria em Outubro, foi marcadopara Novembro. Mas tirando este detalhe que não nos atrapalhou, foi sem duvida,uma das melhores decisões que tomamos. O lugar era lindo, bem estruturado, compalco, mesas e cadeiras disponíveis para nosso uso, grama bem cuidada, área deestacionamento imensa e com segurança, playground, ou seja, ótimo.
Como as mesas eramtampões de madeira, mas as cadeiras de plástico, alugamos cadeiras de ferrobrancas, alugamos ainda duas tendas para aumentar o espaço e nos proteger datemida chuva de verão. No fim não caiu uma gota, mas aposto que se nãotivéssemos nos preparado, choveria.  Também verificamos instalações elétricas paragarantir que suportaria os diversos aparelhos ligados, dedetização, e levamostodos os fornecedores para conhecer o espaço, e garantir que seria possívelrealizar tudo, sem surpresas.
Aproveitei queestávamos em um ambiente gramado, e que nosso casamento seria de dia, paraescolher uma decoração rústica, campestre. Eu adoro natureza, e acho que nãopoderia ser diferente. Mesa do bolo de madeira, mini margaridas e muito verde,assim foi a base da decoração. Detalhes como tochas com citrolena, arco deflores e estante com os bem-casados na entrada vieram depois, e foi maravilhosoperceber que o que eu imaginei, o Aldo e sua equipe fizeram mais, e melhor.Entramos no salão-quiosque debaixo de uma imensa chuva de arroz organizadapelos padrinhos, ao som animado da banda que escolheu tocar Pretty Woman (isso mesmo, deixamos nossoamigo Leandro escolher), e só me lembro de não acreditar em como tudo estavalindo, perfeito.
Em cada mesa deixamos nossos Post-its personalizados, que foram aslembrancinhas, e ainda, para os padrinhos, eu fiz um kit de sabonetes da Naturaenvolvidos em um tule com laço de fita de cetim verde-claro, que indevidamente,foram parar nos banheiros, e eu só ouvi alguém dizer: Nossa, como eles sãochiques, tem sabonetes da Natura como brinde nos banheiros… Não, não erabrindes, eram singelos presentes para todos os padrinhos! Mas fazer o que, eunão podia (e não devia) me estressar com isto, no meio da festa. Deixei para lá e fui dançar…
Aliás, por este eoutros pequenos detalhes que eu recomendo que contratem uma assessoria decasamento. Sei que muitas vezes temos sensação de poder organizar tudo, afinal,são tantos blogs, sites e dicas que certamente, o serviço de assessoria podeser dispensado para quem precisa contar moedinhas. Ledo engano. Eu nãocontratei e não recomendo que façam isso, pois no decorrer do casamento, podem ocorreracontecimentos que poderiam ser evitados, ou ainda, resolvidos por alguém quesabe exatamente o que fazer em cada situação. Na igreja, eu fiquei do ladoerrado no altar, e não teve uma santa criatura para me dizer isto. Também tiveque cuidar da lista de presença, da confirmação dos convidados, e foi só dor decabeça.
Convites, topos de bolo de biscuit e tags eu fechei com a Lobato Convites que me atendeu plenamente pelaqualidade e preço justo. Bem-casados e docinhos eu fechei com a mãe de umacolega de trabalho, a Fátima Ramos, pagandopreço ótimo também.
Dentre tantas coisasque planejei, uma delas foi realmente feita por mim: o meu vestido de noiva.Nossa família é uma família de bordadeiras, e eu já estava cansada de vertantos vestidos de noiva. Acreditem, depois de anos trabalhando com eles, vocêperde o encantamento. Então, eu já sabia o que gostava e o que não gostava, játinha provado muitos modelos para minha mãe, e depois de ver uma referencia emuma revista, tive a inspiraçãoque faltava e fechamos a produção do vestido como primeira locação com a donaAlzira da EdClair Noivasem Valinhos. E ele veio para nossas mãos para ser bordado, com os desenhos queeu e minha mãe criamos.  Escolhemos aspedrarias, iniciamos o trabalho, mas tenho que confessar que tem fezpraticamente tudo foi a minha mãe, quase não tive tempo de bordá-lo. Mas eraincrível ter o meu vestido em casa, acompanhar a sua produção, vê-lo nascer dasmãos da minha mãe.
Sapato e acessóriosforam escolhidos a dedo, muito próximo ao casamento. Me casei com um lindo parde brincos com pérolas e uma pulseira discreta. No cabelo, flores que eu mandeifazer, numa época em que ninguém as usava, logo, eu não encontrava de jeitonenhum. Uma costureira topou fazer para mim, e não saiu como eu imaginava, masera isso, ou arranjos de metais, e eu não queria algo assim, queria flores detecido.
 Já a maquiagem, foi um dos dramas docasamento. E tudo começou quando ao visitar diversos salões de Campinas eregião, percebi que o tão esperado Dia da Noiva tinha se tornado uma linha deprodução. Noivas em filas para ser atendidas em uma sequencia de linha produtiva:banho, cabelo, maquiagem, vestir-se, fim.
Não gostei nadadaquilo, não gostei do barulho, de várias pessoas circulando, madrinhas,noivas, crianças, entre e sai de pessoas, horários cronometrados, preços altos,ou seja, decididamente, não era assim que eu queria me preparar. Então, euresolvi me arrumar na minha casa nova, junto com mais duas ou três pessoas queme fariam companhia.  Então, naquarta-feira da semana do casamento, a pessoa que iria me arrumar me ligachorando, dizendo que algo tinha acontecido. Percebendo a gravidade do assunto,fui até a casa dela, e quando cheguei, percebi que ela não estava muito bem, eela me disse que teria que ser operada no dia seguinte de um problema no útero.Ela chorava e tentava me explicar que já havia pedido para uma amiga substituí-la,mas naquele momento, vendo a situação, eu só conseguia dizer que tudo ia ficarbem, que eu daria um jeito. Nos despedimos e quando entrei no carro, desabei.Chorei, chorei de desespero. Onde eu iria arrumar alguém para produzir umanoiva a dois dias do casamento?  Foi aique entraram as amigas (obrigada Mari). Liguei para várias delas, contando asituação e prontamente, cada uma contou minha história para a sua cabeleireira,e na quinta, eu já tinha duas ou três opções. Escolhi uma profissional de Valinhos chamada Silvana Peró, e novamente, fiz a escolha certa, desta vez,por sorte. Eu não a conhecia, ela não sabia o que eu tinha planejado, elaprecisava de minha resposta imediata para desmarcar todos os compromissos dosábado para me atender, e eu, precisava de alguém que pudesse me atender, eassim, eu fechei meu dia da noiva, que de especial teve o fato de eu ter alguémpara me arrumar. Quando a coisa aperta mesmo, você fica satisfeita com poucacoisa, e só da pessoa cancelar tudo o que tinha programado para me atender, jáme deixou satisfeita. Feliz mesmo foi quando me olhei no espelho e vi que elatinha feito uma maquiagem linda, que meu cabelo estava do jeitinho que euqueria, e eu só tinha a agradecer por isso.
Um casal de amigosfoi me buscar em Valinhos e me trazer para a igreja. Eu fiquei pronta antes dohorário e fiquei sentadinha esperando eles chegarem, e neste momento, eu fiqueisó. Por poucos minutos, mas completamente sozinha. Nesta hora senti falta dafamília, das amigas…queria alguém para dizer: Vai dar tudo certo. Ali,sentada a espera dos meus amigos, foi quando as minhas mãos começaram a suar eeu sentia meu coração bater acelerado. Comecei a sentir um medo de tudo: de meatrasar, de chover, do noivo não estar no altar (hein?), a cabeça girava a mile então, alguém me tirou daquela onda de pensamentos assustadores dizendo: -Seu carro chegou!
Minha amiga querida (obrigadaLi) já tinha deixado o ar condicionado ligado e entrei em um ambientegeladinho, indispensável para uma noiva que se casa as 17h00 quando na verdadeé 16h00 devido ao horário de verão. Ao passar pelas ruas, via crianças na ruaacenando e gritando: – Olha a noiva! Que linda! Achei engraçado e acenava de volta.
Na rodovia (épessoal, Valinhos fica longe de onde me casei) a mesma coisa. Pessoas distraídasolhavam para o lado e viam uma noiva, e logo começavam a acenar. Realmente, noivatem o poder de encantar as pessoas.
Cheguei pontualmentena porta da igreja, e me pediram calma pois havia um detalhe. Pensei: – O noivonão chegou! Não, na verdade, o Padre não havia chegado. De fato, ele nem sabiado casamento! Como pode isto gente? Mas aconteceu…Sorte a minha pois forambuscar um Padre que eu estimava muito, alegre, carinhoso, jovem, e que mesmo deimproviso, realizou a nossa cerimônia de um modo muito especial, com muito amor.Lembro de algumas palavras dele até hoje com muito carinho.
Entrei na igreja debraços dados com meu pai e minha mãe. Achava que não podia ser diferente. E foimaravilhoso entrar com eles, e ver minhas irmãs, amigos, e o noivo no altar. Nos casamos, e saímos de lá felizes por sairmosjuntos, com a benção que queríamos, prontos para festejar. Antes, passamos aquina nossa casinha nova para tirar algumas fotos. Nosso ensaio seria dentro danossa casa vazia, para registrar o começo de tudo. Mas o marido (aqui já foipromovido a marido) esqueceu as chaves e ficamos só na frente de casa mesmotirando algumas fotografias enquanto as pessoas se dirigiam para a festa, que foi inesquecível.
Quando dei por mim,já estávamos no final da festa, com convidados indo embora, se despedindo eagradecendo por tudo, e eu insistindo para ficarem mais, pois na verdade, nãoqueria que aquela noite acabasse. Casar é maravilhoso, mas, por que acaba tãorápido?
Ao final de tudo, fomosdireto para nossa casa nova, e chegando aqui, eu morrendo de sede, fui até acozinha pegar um copo com água e pergunto: – Por que a nossa cozinha esta alagada? O marido vemcorrendo e percebe que um cano da pia não suportou a pressão da caixa d’agua e serompeu inundando a cozinha. Vestida de noiva, eu sentei no chão (ainda nãotínhamos cadeira) e fiquei esperando o marido consertar e secar tudo. E estávamostão felizes que eu nem vi o tempo passar, ficamos horas conversando sobre ocasamento, a festa, os convidados, quem foi e quem não foi, os acontecimentos,micos e surpresas da noite.  Não tivemoslua de mel oficial, compramos armários ao invés disto. Eu deveria ter meapertado mais, pois senti falta de ir para algum lugar diferente depois detanta correria.  Mas de ultima hora, ecom incentivo da tradicional ‘gravata’ decidimos ir para a praia. Chegamos lá eestava chovendo, não havia onde ficar, mas tudo bem, a gente estava feliz. Meses depois fomos para a Bahia.
E hoje, faz três anosque me casei, e na verdade, acho que me caso com o Ed todos os dias. Nossocasamento é amor mas também é amizade, superação, compromisso, é dedicação e paciência também.Nosso casamento existe porque, apesar de não ser fácil, tudo fica melhor quandoestamos juntos.
Hoje, depois de ver ede participar de muitos casamentos, percebo que o meu foi relativamente simples,modesto. Nunca seria escolhido como o ‘Casamento do Ano’ ou seria popular aponto de ser mostrado nos mais famosos sites e blogs de casamento.
Mas foi o melhor emais lindo casamento que já presenciei, porque ele foi real, porque ele foi o MEU.
Todo casamento tem suahistória, e esta foi a minha. Espero que ela possa te inspirar a viver, incondicionalmente,a sua ♥
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2º Aniversário de casamento

8 nov

Acho bodas uma palavra tão antiga, mas acho o máximo fazer aniversário de casamento. Para mim, é a substituição natural do aniversário de namoro, que a gente tanto gostava de comemorar…
Dia 1 completamos dois anos casados, nossa! Passou tão rápido…parece que foi ontem que nos casamos e estava na maior correria com os preparativos do casamento.
Para celebrar, convidamos nossos amigos queridos para um dia conosco, fez o dia mais lindo da semana, e eu e o maridão preparamos tudo com muito carinho…
E como eu estava correndo pra lá e pra cá, não deu para tirar fotos dos detalhes da decoração…mas posso mostrar minhas inspirações para este pequeno, mas muito querido, evento.

este foi o convite que a gente mandou, by Pingg
esta foi a base que escolhi para a decoração

Flor de natal ou Pointsettia como conheço (foto by Chuvaness)

e muuito sorvete!

Vitrine: A banda que tocou no meu casamento

29 maio

Quem eu vou mostrar na Vitrine de hoje é muito especial para mim, é a banda Melbourne.
Eu mesma já perdi as contas de tantas festas de casamentos que os vi tocar…isso sem falar no meu próprio casamento.
Quando decidimos nos casar, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar meu amigo Leandro Souza, para pedir para ele tocar na minha festa, e na época eu nem sabia que ele estava com uma banda dedicada para isso.
E foi assim que tudo começou…Um ano depois já tínhamos definido tudo e no dia mais importante da minha vida, eles estavam lá, todos arrumados, pra fazer da minha festa um evento super comentado e elogiado por todos os que compareceram (e a banda foi a mais comentada!).
De lá pra cá muita coisa mudou, eles cresceram, estão com uma nova formação e continuam a cada dia a tocar em mais e mais eventos (e a maioria por indicação viu?).
Eles tocam ao vivo mesmo, sem playback, e ainda tem DJ para complementar a festança e tudo isso com preço justo.
Quem gosta faz questão de indicar e é por isso que dedico este post a vocês, galera da Melbourne!

Ah e tem Promoção!
A Banda Melbourne dará 5% de desconto para pacotes fechados dentro do mês de JUNHO/2010.
É só dizer pra eles que você viu aqui no e-Noivas.

Serviço:
Banda MELBOURNE
Site: http://bandamelbourne.vilabol.com.br/Fones: (19) 9314-4811 / 9700-5280
Pacote oferece banda Multi-Estilo e DJ com o melhor das pistas, além de iluminação, figurinos, projeção e muito mais.

A foto abaixo são eles tocando no meu casamento…Me acabei de dançar!

Musicas para o dvd do casamento

26 maio

Eu não imaginei que fosse tão difícil.
Depois de passar por uma maratona de escolhas (desde os pequenos detalhes do casamento até onde morar), me vi com dificuldade de escolher músicas para o dvd do meu casamento.
Então fiz o que muitas de voces fazem, fui procurar dicas nos blogues e encontrei um post antigo de um blog que eu ainda não conhecia, e assim que comecei a ler, me identifiquei muito com o texto. Foi o post “Músicas para o DVD do casamento” do blog Casar é Fácil, da cerimonialista Emanuelle Missura.
Com as dicas do post, eu consegui organizar a minha busca por tópicos e entrei em cada música sugerida pelo Youtube.

Agradeci muito a ela e sabe o que percebi?
Que deve ser assim que as pessoas se sentem quando me deixam alguns recadinhos aqui, agradecidas, e isso é muito motivante.

Bom, depois dessa ajudinha, no mesmo dia eu e o maridão conseguimos montar nossa playlist que ficou assim:

1. Wind, de Akeboshi
2. Open your eyes, do Snow Patrol
3. Somewhere only we know, de Keane
4. Pretty woman, de Roy Orbison (esta tocou na nossa entrada na festa, ao vivo!)
5. You And Me, do Lifehouse
6. My girl, do grupo The Temptations
7. I can see clearly now, de Jimmy Cliff
8. Accidentally In Love, de Counting Crows
9. Ainda bem, da Vanessa da Mata
10. Completo, da Ivete Sangalo

Até tentei fazer a listinha com músicas nacionais, mas o marido não gostou muito…
mas ficou a nossa cara, e isso é que é importante né?

Tomara que este post possa ajudar voce tb ♥

Estou de volta…

11 mar

oi pessoal, depois de um tempão sem postar, estou de volta cheia de idéias e novidades pra compartilhar… peço desculpas pelo sumiço, mas além da correria de casamento, viagem, natal, ano-novo, casa nova, visitas, compras, etc, etc…na minha casa nova não tinha internet, então ficava complicado postar né? mas agora esta tudo normalizado e vou poder continuar trocando idéias sobre novidades pra um casamento lindo e inesquecível!Ah! Vejam só, esta sou eu , de noiva

Fui casar

29 out

Olá pessoal,
ficarei fora por um tempinho pois o nosso Grande Dia esta chegando e eu preciso de força total! Foco nos preparativos finais, tentando controlar a ansiedade e os inúmeros problemas, ficando alegre, triste, nervosa, com medo, alegre de novo…Já viram né? Cabeça de noiva não fica muito boa não…
Torçam e rezem por mim, para que dê tudo certo!
bjos e até a próxima!

Nosso ensaio em estudio

6 out

Este fim de semana fomos aproveitar um item que estava no nosso pacote de fotografia: tirar foto do casal em um estudio. Nossa que vergonha! Gente, é esquisito ficar fazendo pose pra alguem, ainda mais em parzinho. Tinha que olhar pra um lado, olhar pra camera, olhar pra luz, nao olhar pra luz…ufa! Devo ter me sentido pouco a vontade porque foi a primeira vez…

Mas pelo menos fizemos o ensaio. Porém, não adiantou nada eu ter feito uma chapinha básica no cabelo porque estava chovendo no dia, e meu cabelo ficou bem rebelde como todo cabelo crespo fica, e não deu pra disfarçar na hora (certamente nenhum Photoshop vai amenizar tanto frizz…)

Mas tudo bem…deu pro gasto…